quinta-feira, 3 de maio de 2007

Artistas do Secundário

Alunos de várias escolas secundárias responderam-nos a estas questões. Aprecie!


1. Porque é que escolheste esta área?
2. Qual a disciplina que mais aprecias?
3. Dentro desta área, qual o curso que um dia gostarias de frequentar?
4. Mesmo que não sigas uma profissão relacionada com este curso, achas que as artes vão continuar a fazer parte do teu dia-a-dia?




Sofia Silva, 17 anos – 12º ano

Escola Luís Freitas Branco.

1. Porque foi sempre o que eu gostei de fazer, desenhar, pintar, etc.
2. Historia de arte. Gosto de olhar para um monumento e saber para que estilo de arte olho, e porque é que foi feito daquela maneira.
3. Sim, fotografia, porque adoro captar o momento, de uma forma especial…uma foto é algo que dura uma vida, fica para sempre.
4. Sim...na decoração da minha casa, quando a tiver, por exemplo, posso aproveitar varias coisas e restaura-las...








Carolina Pizarro de Sousa, 15 anos – 10º ano
Escola Secundária Sebastião e Silva


1. Porque é a única em que os meus gostos e capacidades se enquadram.
2. É a de desenho! Porque sempre gostei de desenhar…
3. Estou indecisa entre arquitectura e pintura. Mais como ainda só frequento o 10º ano, não tenho certezas de nada. Além disso, não conheço todos os cursos que existem nesta área…
4. Acho que sim, aliás, tenho a certeza que sim! Eu adoro desenhar, sempre gostei. Gosto imenso de ir a exposições de arte, como as de arquitectura, fotografia, pintura ou escultura.
E depois há a música, que também é arte! Tenho a certeza que vai fazer sempre parte da minha vida, pois estou muito ligada a ela.

"Living Things", lápis pastel

"Eu e a minha mãe", lápis sanguínea



Catarina Croft, 15 anos – 10º ano
Escola Secundária Sebastião e Silva

1. Escolhi esta área porque gosto muito de desenhar e queria ter a disciplina de desenho. Identifico-me muito com artes…
2. A disciplina que mais aprecio é desenho.
3. Gostaria de frequentar o curso de arquitectura de interiores ou decoração, pois gosto muito destas duas profissões e penso que me iria integrar muito bem.
4. Penso que sim. Se eu fosse para outra profissão que não se relacionasse com artes iria sempre querer manter contacto com as artes, como continuar a desenhar, ir a exposições, etc.

Madalena Lino Dias, 19 anos – 12º ano
Escola Secundária Sebastião e Silva

1. Escolhi esta área, artes, porque desde pequena sou apaixonada por pintar, imaginar, criar... Viver um mundo mais livre.

2. Gosto principalmente de geometria descritiva e desenho.

3. Sim, o curso insere-se. Foi também uma das razoes que me levou a escolher artes. Quero ir para arquitectura. Adoro desenhos geométricos, reciclar espaços e sempre que ando a passear tenho uma curiosidade enorme de olhar para dentro das casas das pessoas e perceber como organizam o seu espaço.

4. Sempre, sempre... acho que já tenho uma mente artística! (risos)

Linda-a-Velha Street War Fest II

Foi neste fim-de-semana que, mais uma vez, decorreu o festival anual de Linda-a-Velha de bandas de garagem de hardcore. O cartaz inicial, no entanto, foi alterado ao decorrer dos concertos. Assim, uma banda não prevista teve que substituir outra: Cold as Blood.

Uma actuação marcante, sem dúvida, foi a dos Alien Squad, uma banda que existe desde 1989. Os músicos contagiaram o público com a sua energia e a música com bateria rápida e guitarradas sonoras. O vocalista, apesar de se aproximar da meia idade, interagiu com o público e consguiu passar a energia para além do palco.

No dia seguinte, a banda que teve mais impacto no público e encheu o espaço, entre as de garagem foi, sem dúvida, Barafunda Total. A única banda com um membro feminino, apresentava um hardcore bem elaborado, sonoro e com um ritmo acelerado. A reacção que o público teve exprimiu-se por crowdsurfing onde as raparigas eram levantadas no ar e fãs que subiam constantemente para o palco.Para o final da noite, estava guardada a banda cabeça de cartaz: Peste e Sida. Foi a actuação mais bem recebida pelo público. Temas como "Paulinha" fizeram os presentes cantarem com os músicos. Aproveitaram a ocasião para anunciarem a saída do novo álbum e o concerto que iriam dar por essa razão, brevemente, na Parede. Durante a actuação, João Pedro imitou um drogado, um bêbedo, um padre e, por fim, vendo o delírio do público, despiu a T-shirt.

As composições das bandas referidas, e outras que não o foram, mas que estiveram presentes no festival, podem ser ouvidas e descarregadas através destes links:
Cold as Blood
Alien Squad

Barafunda Total

Peste e Sida

DrBifes e os Psicopratas

Colisão Frontal

Mordaça
Trinta e um
Simbiose
Aykien
M.A.D.
Gazua
SK6

Música no Mundo: Portugal

Hands on Approach

Banda formada em 1996, Hands on Approach era constituída por um único membro, Rui David. Foi convidado por um locutor da Antena 3 para fazer uma actuação “Unplugged” em directo na rádio. O convite motivou a banda. Os outros elementos surgem antes da actuação. João Luís, baixista, Sérgio Mendes, guitarrista e Aníbal Rosado, baterista. O sucesso da banda foi tal, que fizeram a primeira parte de um concerto dos Xutos & Pontapés.
O single “My Wonder Moon” alcançou rapidamente o 4º lugar na tabela nacional.
O disco, com temas cantados em inglês, mas também em português, acabou por ser o melhor nos célebres estúdios Abbey Road, em Londres.
O segundo álbum dos Hands On Approach surgiu em Novembro do ano 2000, com o título "Moving Spirits". O primeiro single que surgiu no mercado foi "Endless Road", que provou uma vez mais o carácter único das composições da banda de Setúbal. A produção esteve, outra vez, entregue a Darren Allison, num álbum que contou ainda com dois temas gravados ao vivo, "In The End" e "Free".



Discografia

1999 – Blown
1999 – Blown Ao Vivo
2000 – Moving Spirits
Groovin’ On Monter’s Eye-balls



My Wonder Moon


Here comes the night

and for me it's

the best part of the day.

Even if I'm alone

I still sing a song

no mather what people say

I don't have another way

It brings me back the moon.



I look at the sun

it's already gone

the blue sky is turning black

I'm waiting for herwith my cigar box

it seems to be so differentit's all gone so quiet.

When she arrivesI will sing all the songs that I know

until now it has been

this way

Música no Mundo: Portuguesa

Xutos & Pontapés

A banda começou por se chamar "Delirium Tremens" e "Beijinhos e Parabéns". O primeiro ensaio a sério foi no dia 22 de Dezembro de 1978. O primeiro ensaio da banda e a estreia ao vivo ocorreu no dia 13 de Janeiro de 1979, já com o nome Xutos e Pontapés Rock’n’Roll Band. Estrearam-se na comemoração dos "25 anos do Rock and Roll" na sala dos Alunos de Apolo. Tiveram direito a seis minutos para tocar quatro músicas. Deu-se depois da entrada de
Zé Pedro (guitarra) e Zé Leonel (voz), que se juntaram, através de anúncios em jornais, a Kalú (bateria) e Tim (baixo).Nos anos seguintes, continuaram a tocar ao vivo, fazendo as primeiras partes de outras bandas. Em 1981, dá-se a entrada do guitarrista Francis e a saída do vocalista Zé Leonel, passando agora Tim a emprestar a sua voz ao grupo.

Em Fevereiro de 1987 é lançado o álbum "Circo de Feras" que obtém um estrondoso sucesso e que incluía temas como "Contentores", "Circo de Feras", "Na América" e "Não Sou o Único". Em Novembro desse ano é editado o "7º Single" com os temas "A Minha Casinha", "A Minha Aventura Homossexual com o General Custer" e "Eu Sou Bom". O single chega rapidamente a disco de platina. No ano seguinte, em Março, é editado o disco "88" produzido por Ramon Galarza e Paulo Junqueiro. Realizam 60 concertos em 4 meses, para mais de 240.000 espectadores. De 29 a 31 de Julho de 1988 realizam três concertos em Lisboa que foram registados e deram origem ao triplo-álbum "Xutos ao Vivo" (com 28 faixas contra 19 na versão em CD) editado em Novembro de 1988.

Com uma carreira com mais de 20 anos, os Xutos e Pontapés apresentam-se, na música portuguesa, como um verdadeiro fenómeno de resistência. Num meio onde o sucesso, muitas vezes, é fugaz, os Xutos souberam renovar-se ao longo dos anos, mantendo, no entanto, a mesma atitude combativa e entusiasta do primeiro dia, tendo alargado substancialmente o número de fãs. Cruzaram gerações, conquistando, com a sua música, pais e filhos.


Xutos e Pontapés ao vivo






Circo de Feras

A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Esconde-se a espreita



Nunca dei um passo
Que fosse correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo



E enquanto esperava

No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto



De modo que a vida
É um circo de feras
E os entretantos
Sao as minhas esperas
Nunca dei um passo
Que fosse correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo



E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto




Algumas informações retiradas do site www.wikipedia.org

Música do Mundo: Alemanha



É agradável e positivo ver que, apesar do monopólio da música comercial nos canais televisivos, ainda permanecem géneros desconhecidos ao público. Entre eles, destaca-se indubitavelmente o industrial. Não é fácil marcar a presença no mundo de tal género quando a Alemanha há muito que se afirmou o maior produtor de bandas industriais e os monstros Das Ich se apoderaram do mercado, mas os Laibach têm sido uma formação interessante e que dificilmente passa despercebida desde 1980. O colectivo juntou-se nesse preciso ano, pouco depois da morte de Tito, em Trbovje, na Eslovénia. Apesar das suas origens eslovenas e nomes não germânicos ao todo, a maior parte dos seus álbuns possuem nomes alemães e nenhum deles passa sem letras nessa língua. Este passo é fácil de entender - os verdadeiros apreciadores do industrial sabem perfeitamente donde vem o melhor do género. Desde o seu nascimento que a banda tem chocado pelo seu visual, o conteúdo das canções e os nomes dos álbuns. Embora afirmando-se inteiramente neutros, os Laibach suscitam sempre uma letal dose de polémica política - fatos que imitam exactamente os uniformes nazis(somente a suástica e a águia são retiradas), letras que com pouca seriedade tratam assuntos tão intocáveis como diferentes regimes totalitários. Até à segunda metade da década dos 90, ao grupo não era permitido entrar numa grande percentagem dos países, entre eles os do Leste e os Estados Unidos. Obviamente, cada grupo sabe perfeitamente o que faz, e ninguém ousará dizer que as mensagens das canções e a imagem dos músicos são pura coincidência. Feliz ou infelizmente, a provocação é uma das melhores maneiras de chamar atenção e manter as vendas. Mas, se no mainstream musical essa provocação consiste em usar cada vez menos roupa, no underground os truques são bem mais profundos e chocantes em conteúdo. No WAT(Wojskova Akademia Techniczna, Academia Técnica Militar), os Laibach não o conseguiram sem manter essa tradição. Nomes como Now You Will Pay, Anti-Semitism, Achtung! e The Great Divide, para além de provocações religiosas como Hell-Symmetry e Satanic Versus, contêm violência inter-racial, uma ameaça indirecta aos Estados Unidos e incentivos para auto-suficiência e liberdade de palavra. Com toda esta misturada política, é fácil deduzir, como no caso dos outrora polémicos Rammstein, que os membros da banda apoiam a ideologia nazi, mas aí vem uma contradição - o principal vocalista é judeu. Em termos rítmicos, já há algum tempo que os membros decidiram fazer o mesmo que os principais concorrentes Das Ich e juntar ao estilo definido pelos Einstürzende Neubauten notas de techno e batidas fortes. Ao todo, há um aceitável, mas pouco desejado exagero - Tanz mit Laibach parece um autêntico remix(não se pode, no entanto, culpá-los por trairem o estilo - o industrial, desde a mencionada acima banda, sofreu notáveis alterações e próprios Das Ich, três anos depois da saída do WAT, incluíram uma canção com semelhante ritmo intenso no seu álbum Cabaret). Anti-Semitism, por seu lado, traz-nos de volta às tradições dos Laibach - um ritmo pesado e lento, puramente industrial, com vozes que congelam o sangue e língua materna dos músicos. No entanto, é lamentável que seja a única faixa eslovena - a outra parte do álbum é dividida em duas partes quase iguais, uma delas inglesa e outra alemã. É necessário destacar que, depois de mais de vinte anos de existência no mercado industrial, os Laibach entendem a sua importância e grandeza como banda - vemos isso em composições WAT(from "Kapital" to "NATO" - nomes dos álbuns da banda) e Hell-Symmetry(welcome to the industry of seven deadly sins, walk into the universe of Laibach kunstmachines, it will take your soul, possess your mind, your hell is about to start). Porque, apesar de terem nascido quase ao mesmo tempo que os magnates Das Ich, os Laibach suscitam uma especial admiração graças à sua história, ao poderoso vocal, aos seus textos(o principal assunto dos Das Ich é ódio do mundo, pelo mundo e profanação religiosa) e mais proximidade das principais componentes do estilo industrial. É uma boa escolha para quem é indiferente ao género e possui algum conhecimento acerca das origens dele - caso contrário, a banda poucas emoções suscitará.


Top 5 pessoal:
1. Achtung!
2. Get back(original dos Beatles)
3. Deus ex machina
4. Das Spiel ist aus
5. Kapital

Música no Mundo: Inglaterra

Qualquer que seja a opinião a respeito dos Rolling Stones, é impossível negar que se tornaram a banda mais antiga ainda em actividade e que, juntamente, com os grandes Beatles, foram a banda mais importante da chamada Invasão Britânica, termo que se aplica à entrada de artistas ingleses de rock n’ roll no mundo da música norte-americana, que ocorreu nos anos 60.


Como tudo começou...

É em 1962, quando Mick Jagger e Keith Richards, sentados num bar de “Rhythm and Blues” ficam fascinados ao assistirem à fantástica actuação daquele que viria a ser um dos mais importantes membros dos Rolling Stones, Brian Jones. Já estava! Já tinham o essencial: um vocalista e dois guitarristas e em seguida o resto da banda foi encontrada, exactamente da mesma maneira, em clubes e pubs. Agora sim, a banda está finalmente completa:
Mick Jagger como o vocalista assanhado e inquieto, Keith e Brian partilham as guitarras, Bill Wyman sempre atrás com o seu baixo eléctrico e o sossegado Charlie Watts na bateria.

Estes cinco rapazes todos, à excepção de Bill que era o mais velho, tinham 20 e poucos anos e partilhavam o mesmo gosto musical: Blues.(esquerda para a direita) Bill Wyman, Mick Jagger, Brian Jones, Charlie Watts e Keith Richards.





Em mais de 40 anos de carreira musical, hits como Satisfaction, Jumpin’ Jack Flash, Start Me Up e Angie fizeram dos Stones uma das mais apreciadas e conhecidas bandas a nível mundial.
E como em todos os casos, o sucesso excessivo traz consigo inúmeros problemas. E este não é excepção: desde envolvimentos com as drogas, traições e mortes, sem esquecer, claro, a óbvia falta de privacidade.





1969, o ano da morte de Brian Jones





Depois de diversas discussões com o problemático Jones, pelo facto de faltar aos ensaios devido à sua dependência da droga, a banda decide de uma vez por todas falar com ele e expulsá-lo.
Meses depois, é encontrado morto na piscina da sua propriedade. Até hoje ninguém sabe o que realmente se passou. Uns dizem que foi a sua mente perturbada que o levou ao suicídio, outros afirmam que caiu na piscina e como sofria de asma, não se conseguiu salvar e ainda há quem diga que foi assassinado. O mistério ainda não foi resolvido e foi feito em sua honra um filme intitulado de “Stoned” que conta o que se passou, mas na perspectiva do autor.
Jagger e o resto da banda dedicam a Brian parte do concerto que iram dar dias depois no Hyde Park, em Londres. Então, diante de um público de 300 mil pessoas, os Rolling Stones actuam num palco decorado com uma enorme fotografia do amigo guitarrista, enquanto Mick, vestido de branco, lê uma passagem do poema “Adonais” de Percy Besshy Shellev. De seguida, um espectáculo inesquecível: centenas de borboletas brancas são soltas! E assim, este concerto ficou na memória de todos, até dos que não estavam presentes.





Os Rolling Stones, agora, com Ron Wood que entrou em 1974, continuam a vender álbuns e a deixar estádios a abarrotar de gente disposta a duas ou mais horas de puro Rock n’ Roll e Blues!
A banda mais bem paga do mundo esteve o Verão passado aqui em Portugal, para dar um espectacular concerto no Estádio do Dragão, no Porto. Em excelentes condições, o público, constituído por pequenos e graúdos, pôde vibrar com algumas das mais memoráveis músicas e com um show cheio de surpresas: pirotecnia, fogo, um palco que se movia e que ia até à plateia, e claro a banda, cujos membros que apesar da idade, não param e em palco são sem dúvida os melhores entertainers do planeta!











Algumas músicas e curiosidades…

“Sympathy For The Devil”

Please allow me to introduce myself

I'm a man of wealth and taste

I've been around for a long, long years

Stole many a man's soul and faith


And I was 'round when Jesus Christ

Had his moment of doubt and pain

Made damn sure that Pilate

Washed his hands and sealed his fate


Chorus:


Pleased to meet you

Hope you guess my name

But what's puzzling you

Is the nature of my game


I stuck around St. Petersburg

When I saw it was a time for a change

Killed the czar and his ministers

Anastasia screamed in vain


I rode a tank

Held a general's rank

When the blitzkrieg raged

And the bodies stank


Chorus


I watched with glee

While your kings and queens

Fought for ten decades

For the gods they made


I shouted out,

"Who killed the Kennedys?"

When after all

It was you and me


Let me please introduce myself

I'm a man of wealth and taste

And I laid traps for troubadours

Who get killed before they reached Bombay


Chorus (2x)


Just as every cop is a criminal

And all the sinners saints

As heads is tails

Just call me Lucifer

'Cause I'm in need of some restraint (who who, who who)


So if you meet me

Have some courtesy

Have some sympathy, and some taste (woo woo)

Use all your well-learned politesse

Or I'll lay your soul to waste, um yeah (woo woo, woo woo)


Tell me baby, tell me what’s my name…
Etc.


Tradução:
“Simpatia pelo Diabo”

Por favor, permita que me apresente

Sou um homem rico e de bom gosto

Andei por cá muitos anos

Roubei a alma e a fé de muitos homens.


Estava lá quando Jesus Cristo

Teve seu momento de dúvida e dor.

Certifiquei-me que Pilatos

Lavasse as suas mãos e selasse o seu destino.

Refrão:


Prazer em conhecê-lo

Espero que adivinhe meu nome.

Mas o que está te está a intrigar

É a natureza de meu jogo.


Estava lá em São Petersburgo

Quando vi que era altura de uma mudança.

Matei o Czar e seus ministros

Anastasia gritou em vão.


Montei num tanque

Mantive a posição de General

Quando a guerra relâmpago eclodiu

E os corpos fediam.


Refrão


Assisti com alegria

Enquanto os vossos Reis e Rainhas

Lutaram por dez décadas

Pelos Deuses que criaram.


Gritei bem alto:

"Quem matou os Kennedys?"

Quando, no final das contas,

Foste tu e eu


Por favor, deixe-me apresentar

Sou um homem rico e de bom gosto.

Deixei armadilhas para os trovadores

Que acabaram mortos antes de alcançar Bombay.


Refrão (2x)


Assim como todo o policia é criminoso

E todos os pecadores são santos

E cabeças são caudas.

Chama-se, simplesmente, de Lúcifer

Porque estou a precisar de alguma restrição


Então, se me conheceres
Tem alguma cortesia
Tem alguma simpatia e bom gosto
Usa toda a tua boa educação
Porque senão fico com a tua alma

Diz-me querida, diz-me qual é o meu nome…



Interpretação:

A letra para esta canção foi escrita por Mick Jagger e Keith Richards, que dizem terem-se inspirado no romance de Mikhail Bulgakov “O Mestre e Margarita”.
“Sympathy for the Devil” é cantada pelo vocalista da banda que assume o papel de um Diabo sofisticado e suave.
Mas, esta canção, não é nada mais, nada menos, do que uma provocação ou um ataque aos media. Quando o seu segundo álbum “ Their Satanic Majesties Request” saiu, os Rolling Stones foram imediatamente atacados e considerados como adoradores do Diabo e coisas do género. Então, a banda decide lançar esta música que deixou toda a gente chocada, mas que na verdade, é a critica a sociedade corrupta em que vivemos e mais do que isso, é a afirmação não muito explicita que diabo é, de facto, a humanidade.
A letra é o relato breve de acontecimentos que ficaram para a história: a Guerra dos Cem Anos “I watched with glee while your Kings and Queens fought for ten decades for the Gods they made”, a Revolução Russa de 1917 “I stuck around St. Petersburg (…)Killed the czar and his ministers Anastasia screamed in vain”, a 2ª Grande Guerra e ainda a referência à morte de John e Robert Kennedy.
Agora, “Sympathy for the Devil” ocupa o 3º lugar na tabela das 50 melhores canções de Rock conservador da revista “National Review” e está em 32º lugar na tabela das 500 melhores canções de sempre da conceituada revista “Rolling Stone”.

Música no Mundo: Estados Unidos




"Punk-Rock não é só para o teu namorado!"

No início dos anos 90, surge nos EUA o movimento “Riot Grrrl” que leva à formação de várias bandas feministas. Este movimento foi criado, em primeiro lugar, devido às constantes agressões sofridas pelas raparigas que iam assistir a concertos de Punk-Hardcore e, em segundo lugar, porque as bandas Punk femininas não eram bem aceites. Os temas mais abordados por este género de bandas são: o feminismo, a homossexualidade, a liberdade de expressão e o sexismo. Apesar deste género musical não ser muito conhecido em Portugal, existem algumas bandas, festivais, sites e revistas a apoiarem-no. Kathleen Hanna, vocalista da banda “Bikini Kill” (primeira banda a ter êxito) foi quem deu voz a este movimento.


Bikini Kill

Banda formada em Washington em 1990 e principal influência para as bandas Punk femininas da época.
Durante os seus concertos, as mulheres ficavam à frente do palco e recebiam as letras das músicas da banda e revistas relacionadas com “Riot Grrrls”, enquanto que os homens ficavam atrás, o que por vezes não era bem aceite e geria confrontos.
A mensagem da banda era que as mulheres permanecessem unidas, obtendo o respeito dos outros e auto-respeito delas mesmas.
A banda teve uma duração de 7 anos, acabando em Abril de 1998.



Membros:

Kathleen Hanna
Tobi Vail
Kathi Walcox

Discografia:
Revolution Girl Style Now!
Bikini Kill
Pussy Whipped
Reject All American





Sleater-Kinney

Banda semelhante a “Bikini Kill”, também formada em Washington, em 1992.
As letras das músicas e o ritmo são mais suaves do que as de “Bikini Kill”.
Em 1994 gravam o primeiro álbum, tendo bastante sucesso.
O último álbum “The Woods”, lançado em 2005, pode ser o último da banda que esta parou por tempo indeterminado.



Membros:

Carrie Brownstein
Corin Tucker
Janet Weiss


Discografia:

Self Titled
Call The Doctor
Dig Me Out
The Hot Rock
All Hands On The Bad One
One Beat
The Woods



Le Tigre


Banda que dá continuação ao movimento “Riot Grrrl” dos tempos de hoje é formada por Kathleen Hanna, Johanna Fateman e J. D. Samson, nos finais dos anos 90.
O primeiro álbum, de 1999, intitulado como “Le Tigre”, provocou uma grande mudança na música alternativa. As músicas continuam a ser maioritariamente feministas, tal como na música “Mediocrity Rules” em que no final, se ouve um grito igual ao do Fred Flinston (Yabba-dabba-doo!), como a sugerir a questão “Será que a mentalidade da idade da pedra terminou?”
Le Tigre, tem uma sonoridade diferente das outras bandas “Riot Grrrl”, fazendo uma mistura de electrónica com Punk-Rock, o que a torna mais comercial.



Discografia:

Le Tigre!
Feminist Sweepstakes
This Island